Pois é, as flutuações do Google voltaram. E com elas o desânimo de muitos webmasters que viram as visitas aos seus sites e, consequentemente, suas receitas diminuírem drasticamente.
O estranho é que os proprietários de sites que obtiveram vantagens nas SERPs (resultados de pesquisa) graças a esse fenômeno não manifestaram qualquer satisfação. De fato, as posições disponíveis na primeira página são 10 e é natural que, se alguém desce, sempre há outro que sobe em seu lugar. A esse respeito, fiz algumas considerações que poderiam representar uma hipótese:
► Os sites que subiram são sites satélites ricos em spam, onde o posicionamento nem é rastreado ou analisado, porque geralmente esses sites têm vida curta e tendem a se posicionar com qualquer palavra-chave. Nestes termos, o spammer, com certeza não vai dizer que seu site subiu na primeira página entre os resultados para uma determinada consulta. Isso endossaria uma das teses feitas em março, ou seja, a queda das anchor texts (ocorrida também neste mês) para fazer emergir o SPAM presente nas SERPs e eliminá-lo (algoritmicamente/manualmente).
Agora gostaria de comparar, de forma esquemática, a flutuação de março com a atualmente em curso, pois denotam uma mutação do fenômeno provavelmente devido à inserção de novos algoritmos, adotados pelo motor de busca californiano.
Analogias
• A flutuação é limitada apenas a alguns setores ou até mesmo a palavras-chave
• Os sites vítimas desse fenômeno são dos setores mais diversos
• Modificações na contagem das anchor texts
• Concomitância com a exportação de backlinks (detectados pelo webmastertool)
• Concomitância da exportação do Pagerank na Google Toolbar (afirmação a ser considerada com cautela, pois se trata de pura intuição e suposição em função de alguns casos anômalos de atualização ocorridos durante o período de flutuação).
• Concomitância da queda. De fato, neste mês, foram detectadas quedas de sites simultaneamente nas datas de 26 de junho, 28 de junho, 02 de julho, 07 de julho e 12 de julho (naturalmente, a partir dos dados coletados)
• Retorno às SERPs caracterizado por melhorias no ranking
Diferenças
• A amplitude da onda senoidal é muito mais extensa e vai de 7 a 30 dias (contados até agora), enquanto nas flutuações de março era praticamente a cada hora
• Alinhamento de todos os datacenters, ao contrário da anterior, desta vez todos os datacenters do Google parecem estar praticamente alinhados para baixo (embora nas últimas horas pareça que o desalinhamento ocorre por algumas horas)
• Grande parte dos sites, sofreu o down nas SERPs somente para palavras-chave secundárias, enquanto a palavra-chave principal (em 90% dos casos contida na homepage) permaneceu em seu lugar. Isso exclui em 80% a possibilidade de penalização dos sites
• Posicionamento anômalo do site nas últimas posições das pesquisas, logo antes dos resultados omitidos, para as palavras-chave secundárias afetadas pela flutuação
• Falta de motivações aparentes: de fato, desta vez, além de sites pequenos e relativamente jovens, mesmo sites autoritários e com alto PR (até 5 ou 6) sofreram o mesmo destino
• Reavaliação das anchor texts, enquanto em março o número de âncoras para uma palavra-chave específica, parecia ser igual ao número total de resultados de pesquisa para aquela palavra-chave, hoje parece que alguns links com âncoras importantes para a palavra-chave selecionada caíram para os websites afetados
• Em apoio ao ponto anterior para alguns sites, de fato, o webmastertool indicou menos sites em comparação com o período anterior à flutuação
• A senóide atingiu o domínio inteiro, mesmo com long tail (cauda longa de palavras-chave) completamente diferentes (utilizada por sites generalistas).
Portanto, a partir das observações feitas nas últimas semanas, as hipóteses anteriores devem ser revistas e adaptadas à situação atual:
Março 07
1. A possível causa das flutuações, é devida à variação do cálculo das âncoras dos backlinks (de fato, durante as ondas, o número de resultados das anchor texts é exatamente igual ao dos resultados de pesquisa, o que é matematicamente impossível em fase de normalidade).
Julho 07
1. A modificação das SERPs para as anchor texts, não é a causa mas um dos efeitos devido à queda real na contagem dos links (que são o fator predominante no ranking atual). Ao remover os links de um site, este só pode cair nas SERPs.
Março 07
2. Baseando-se na primeira hipótese, é plausível que o Google tenha a possibilidade de ativar/desativar esta opção a qualquer momento
Julho 07
2. Esta afirmação ainda é atual, de fato parece que o Google é capaz de determinar tempos e modalidades na eliminação “temporária” dos links
Março 07
3. A motivação mais provável que leva a este fato, parecem ser operações de manutenção e sobretudo na limpeza das SERPs do SPAM (de fato dificilmente as páginas de spam têm uma considerável quantidade de backlinks de qualidade) e é uma teoria confirmada também pelo retorno da maioria das páginas que desapareceram para seus lugares nas SERPs logo após o evento senoidal
Julho 07
3. Efetivamente, a meu ver, ainda parece a hipótese mais plausível. Embora nestas semanas o trabalho de limpeza possa ter sido realizado algoritmicamente em vez de manualmente (isso pode ser deduzido pela maior amplitude das ondas senoidais, ou seja, a estabilidade alcançada por todos os datacenters permite criar regras de programação capazes de eliminar automaticamente o SPAM das SERPs).
Março 07
4. Além disso, o Google parece agir a seu bel-prazer, atingindo e analisando setor por setor, palavra-chave por palavra-chave. De fato, enquanto alguns sites do mesmo setor estão em flutuação, outros de categorias diferentes são estáticos e apresentam SERPs regulares
Julho 07
4. Situação inalterada.
Março 07
5. A perda de posicionamento, por outro lado, pode ser devida ao menor impulso em termos de backlinks devido à saída de páginas e anchor texts (veja dados inferiores entre antes e depois da senóide) talvez por uma maior severidade do filtro anti-duplicação e das modificações aplicadas ao algoritmo do Google para delimitar o fenômeno do GoogleBombing)
Julho 07
5. Como no ponto 1, esta não é uma causa mas é o efeito da queda dos backlinks dos sites atingidos pela onda senoidal
Março 07
6. Para não sofrer as flutuações, é preciso ter uma elevada popularidade capaz de sustentar o site nas primeiras posições mesmo nesta delicada situação. De qualquer forma, é aconselhável promover o site globalmente, não se concentrando apenas em uma palavra-chave específica ou em desinências de palavras-chave
Julho 07
6. Infelizmente esta afirmação foi desmentida, pois foram atingidos sites de alta popularidade e com long tail de palavras-chave bem estudadas e diferenciadas (a queda caracterizou todas as palavras-chave, exceto a principal). De fato, neste aspecto, parece uma solução diametralmente oposta à obtida no mês de março.
E então o que podemos fazer para um posicionamento orgânico duradouro? Ainda vale a pena escrever e criar recursos para os usuários?
Sim, é a única certeza, na internet não é o motor que converte, são os usuários que realizam as conversões. Criar ferramentas e documentos voltados para o usuário sempre recompensa, sempre.
Pubblicato in Marketing Digital
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