Especialistas da Positive Technologies explicam como os hackers podem ter acesso aos dispositivos e o que os proprietários de iPhone devem fazer para ficar seguros.
Embora agora se fale particularmente da possibilidade dehackear o iCloud, o problema na verdade diz respeito a todos os fornecedores que utilizam soluções deCloud Backupde dispositivos móveis. O interesse dos hackers pelos produtosAppledeve-se principalmente à popularidade que esses dispositivos ostentam.
Os hackers estão interessados emserviços Cloud, utilizados para fazer backup das memórias dos dispositivos móveis, pois acessar uma cópia de backup de um dispositivo significa acessar todos os seus contatos, informações empresariais, e-mails privados e fotografias e vídeos. Com essas informações, um hacker pode fazer muitas coisas. Para não se tornarem vítimas, os proprietários de dispositivosAppledevem alterar sua senha doiCloud. Os especialistas daPositive Technologiesrecomendam o uso de senhas seguras e diferentes para acessos distintos e, principalmente, que sejam trocadas com frequência.
É também necessário levar em conta que, para acessar a conta de um usuário, os hackers muitas vezes infectam os dispositivos com software malicioso (e não apenas dispositivos móveis; para obter as credenciais do usuário, basta conseguir o controle do PC do qual o usuário acessa o iCloud): os hackers também utilizam técnicas de phishing e de engenharia social, tentam ataques com senhas de dicionário ou usam as mesmas senhas que o usuário utilizou em outros lugares (muitos usuários, de fato, usam uma única senha para acessar vários portais).
Hackear uma conta permite aos criminosos acessar a cópia de backup de um dispositivo. Apesar de os dados serem criptografados em um banco de dados Cloud, alguns desenvolvedores de dispositivos móveis cometem erros na fase de implementação da proteção. Nesses casos, é relativamente fácil para os hackers obterem uma chave de criptografia e recuperarem os dados. Mas mesmo quando não é possível decodificar os dados, existem sempre outras maneiras: por exemplo, bloqueando o dispositivo (como se ele tivesse sido perdido pelo proprietário) e, em seguida, extorquindo o próprio proprietário.
Segundo uma pesquisa realizada pelos especialistas daPositive Technologies, o problema do uso de senhas fracas é generalizado não apenas entre usuários comuns, mas também entre empresas. 53% dos ataques que permitiram aos hackers acessar recursos internos foram realizados justamente utilizando senhas de dicionário. Este tipo de vulnerabilidade foi a mais comum, segundo um relatório de 2014 da empresa. Em 2015, em vez disso, 78% dos sistemas revelaram essa vulnerabilidade em um perímetro de rede. Todos esses sistemas tinham usuários privilegiados com senhas fracas. 44% das empresas utilizavam, em vez disso, senhas de dicionário para acessar aplicações web públicas.
A vulnerabilidade mais comum nas redes internas revelou-se ser o uso de senhas fracas (100%). Além disso, a maioria dos sistemas (91%) revelou ter senhas fracas para as contas de usuários privilegiados. Todos os sistemas demonstraram ter falhas no protocolo que redireciona e desvia o tráfego de rede. Proteção insuficiente das contas privilegiadas e falhas nas proteções antivírus ainda são generalizadas nas redes internas das empresas: tais vulnerabilidades foram detectadas, de fato, em 91% dos sistemas.
Pubblicato in Guias e tutoriais
Seja o primeiro a comentar