Estratégias de remarketing: o que são, como funcionam e como ativá-las

O remarketing permite alcançar pessoas que já interagiram com um site, um conteúdo, um produto ou uma marca. Usá-lo bem significa construir campanhas mais direcionadas, menos dispersas e mais coerentes com o percurso do usuário.

Dashboard marketing con dati di traffico, conversioni e performance delle campagne.
Il remarketing aiuta a raggiungere utenti che hanno già mostrato interesse, misurando traffico, conversioni e performance delle campagne. - Foto Pix
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As estratégias de remarketing permitem alcançar pessoas que já demonstraram interesse por um site, um produto, um serviço, um conteúdo ou uma marca. Elas não se dirigem a um público completamente frio, mas a usuários que já tiveram um contato: visitaram uma página, adicionaram um produto ao carrinho, preencheram parcialmente um formulário, leram um conteúdo, assistiram a um vídeo ou interagiram com uma campanha.

Por isso, o remarketing é uma das ferramentas mais importantes da publicidade digital. Ajuda a recuperar usuários interessados, acompanhar o percurso de escolha, fortalecer a lembrança da marca e melhorar a eficácia das campanhas.

Usá-lo bem, porém, não significa perseguir as pessoas em todos os lugares com o mesmo anúncio. Uma boa estratégia de remarketing constrói mensagens diferentes para públicos diferentes, respeitando o contexto, a fase do percurso e as regras sobre consentimento, privacidade e rastreamento.

O que é remarketing

O remarketing é uma estratégia publicitária que permite mostrar anúncios a pessoas que já interagiram com uma empresa ou com seus conteúdos digitais. Geralmente baseia-se em dados coletados através de tags, pixels, eventos, listas de clientes ou integrações entre plataformas de publicidade e ferramentas de análise.

Um exemplo simples: uma pessoa visita uma página de serviço, mas não preenche o formulário de contato. Em seguida, pode ver um anúncio que lhe lembra desse serviço, propõe um aprofundamento ou convida a solicitar uma consultoria. O objetivo não é repetir a mesma mensagem, mas reabrir uma relação já iniciada.

O Google Ads permite criar segmentos de público baseados nos visitantes do site e nas ações realizadas pelos usuários; nas suas interfaces mais recentes, o Google tende a falar de “seus dados” e segmentos de público em vez do termo antigo remarketing.Google Adsexplica que esses segmentos podem ser construídos também filtrando páginas ou parâmetros específicos do site. O Meta, por sua vez, usa ferramentas como Custom Audiences para alcançar pessoas com base em interações, visitas ou dados carregados pelo anunciante, respeitando suas condições.

Remarketing e retargeting: são a mesma coisa?

Os termos remarketing e retargeting são frequentemente usados como sinônimos. Na prática cotidiana, muitas empresas os utilizam para indicar campanhas direcionadas a usuários que já interagiram com a marca.

Em um sentido mais estrito, o retargeting é frequentemente associado aos anúncios mostrados após uma visita ou ação online, enquanto o remarketing pode incluir também atividades baseadas em listas de clientes, e-mails, CRM e relações já existentes.

A distinção técnica pode variar de plataforma para plataforma. Para uma estratégia empresarial, porém, o ponto importante é outro: não estamos falando de publicidade genérica, mas de comunicação dirigida a pessoas que já deram um sinal de interesse.

Por que o remarketing é útil nas estratégias digitais

Muitos usuários não convertem no primeiro contato. Visitam um site, leem uma página, comparam ofertas, buscam avaliações, consideram alternativas e depois saem. Esse comportamento é normal, especialmente quando a decisão requer tempo, confiança ou comparação.

O remarketing serve exatamente para trabalhar essa distância entre interesse e conversão. Permite permanecer presente, propor conteúdos mais adequados e trazer o usuário de volta ao site ou para uma ação subsequente.

É particularmente útil quando a estratégia digital é construída em torno de um funil de vendas. Quem acaba de descobrir a marca não deveria receber a mesma mensagem de quem já visitou uma página de preços ou baixou um recurso. O remarketing permite diferenciar essas etapas.

Quando vale a pena usar o remarketing

O remarketing faz sentido quando já existe um mínimo de tráfego, uma base de dados ou um público que tenha interagido com a marca. Se o site recebe pouquíssimas visitas ou se não foram definidos objetivos claros, o remarketing corre o risco de produzir resultados limitados.

Vale a pena usá-lo quando você quer:

  • recuperar usuários que visitaram páginas importantes;
  • trazer de volta ao site pessoas que não completaram uma ação;
  • promover conteúdos para quem já demonstrou interesse;
  • acompanhar leads ainda não prontos para a conversão;
  • reforçar o reconhecimento da marca;
  • reduzir a dispersão das campanhas publicitárias;
  • trabalhar com carrinhos abandonados ou pedidos incompletos;
  • construir sequências de mensagens mais coerentes.

Nem sempre, porém, o remarketing deve ser agressivo. Em muitos casos, funciona melhor quando propõe um conteúdo útil, uma prova social, um guia, um estudo de caso ou um recurso intermediário.

Quais públicos criar para uma estratégia de remarketing

A qualidade do remarketing depende muito dos públicos. Criar um público único “todos os visitantes do site” pode ser útil no começo, mas frequentemente é muito genérico.

Uma estratégia mais eficaz distingue os usuários de acordo com o comportamento. Por exemplo:

  • visitantes de uma página de serviço;
  • visitantes de uma página de preços;
  • usuários que leram artigos do blog;
  • pessoas que visitaram uma landing page;
  • usuários que começaram mas não completaram um formulário;
  • clientes já adquiridos;
  • contatos presentes no CRM;
  • visitantes recentes e visitantes mais antigos.

A segmentação deve estar ligada às buyer persona e à jornada de compra. Nem todos os usuários têm a mesma necessidade, o mesmo nível de consciência e a mesma urgência.

Remarketing no Google Ads

Com o Google Ads é possível criar segmentos de público baseados nos visitantes do site, em dados proprietários e em outras interações disponíveis no ecossistema Google. A configuração pode envolver a tag do Google, Google Ads, Google Analytics e, nos casos mais avançados, dados carregados via Customer Match.

O remarketing no Google pode ser usado em diversos contextos: rede Display, YouTube, Gmail, Search e outros posicionamentos disponíveis conforme a campanha e tipo de público.

Uma abordagem correta prevê alguns passos:

  1. definir o objetivo da campanha;
  2. instalar corretamente as tags e ferramentas de medição;
  3. coletar o consentimento quando requerido;
  4. criar segmentos coerentes com as páginas ou ações importantes;
  5. preparar anúncios diferentes para públicos diferentes;
  6. medir resultados, custos e conversões.

Para usuários no Espaço Econômico Europeu, no Reino Unido e na Suíça, o Google exige o consentimento para cookies ou outros sistemas de armazenamento local quando previsto por lei, e para o uso de dados pessoais em anúncios personalizados, incluindo casos de remarketing. Por isso, uma estratégia publicitária deve também estar ligada à correta gestão do consentimento e da privacidade.

Remarketing no Meta Ads

No Meta Ads, o remarketing pode ser construído por meio de públicos personalizados baseados em visitas ao site, interações com perfis sociais, visualizações de vídeo, atividades em catálogos, listas de clientes ou outros eventos disponíveis.

Por exemplo, você pode criar campanhas direcionadas a:

  • pessoas que visitaram o site;
  • usuários que interagiram com Instagram ou Facebook;
  • pessoas que assistiram a uma certa porcentagem de um vídeo;
  • usuários que adicionaram um produto ao carrinho;
  • contatos presentes em uma lista carregada pela empresa;
  • pessoas que interagiram com formulários de leads.

Também no Meta, a força do remarketing não está só no público, mas na mensagem. Um usuário que viu um vídeo introdutório pode receber um conteúdo de aprofundamento. Quem visitou uma landing page pode receber um convite mais direto. Quem já comprou pode receber uma mensagem de fidelização ou cross-selling.

Remarketing para geração de leads

No B2B e em serviços profissionais, o remarketing é frequentemente útil para geração de leads. Muitas pessoas visitam um site, leem conteúdos e avaliam um fornecedor sem contatá-lo imediatamente.

Nesses casos, ao invés de propor imediatamente uma venda, pode ser mais eficaz oferecer um recurso intermediário: guia, checklist, webinar, consultoria introdutória ou conteúdo de aprofundamento. É aqui que o remarketing pode trabalhar junto com os lead magnets para gerar contatos qualificados.

Um exemplo: um usuário lê um artigo sobre marketing digital para empresas B2B. Em seguida, pode ver um anúncio que oferece um guia, uma auditoria inicial ou um conteúdo mais específico. A mensagem é coerente porque parte de um interesse já demonstrado.

Remarketing para e-commerce

No e-commerce, o remarketing é frequentemente usado para recuperar carrinhos abandonados, promover produtos já visualizados, propor categorias semelhantes ou estimular compras repetidas.

As campanhas podem distinguir entre usuários que viram uma ficha de produto, adicionaram um item ao carrinho, iniciaram o checkout ou já compraram. Cada público requer uma mensagem diferente.

Para uma loja online, também é importante cuidar da qualidade dos dados e das informações sobre os clientes. Se o site gerencia perfis, pedidos e preferências, pode ser útil trabalhar também na personalização das fichas de clientes de uma loja online, assim tornando a comunicação, segmentação e follow-up mais coerentes.

Remarketing para B2B e serviços profissionais

No B2B, o processo decisório costuma ser mais longo. Uma pessoa pode se informar hoje, compartilhar o conteúdo com um colega, comparar fornecedores e voltar ao site semanas depois. O remarketing deve respeitar essa temporalidade.

Por isso, no B2B, pode ser útil construir campanhas que não pressionem imediatamente para a conversão, mas acompanhem o usuário com conteúdos progressivos: artigos, estudos de caso, páginas de serviço, depoimentos, webinars, análises e conteúdos confiáveis.

O marketing de conteúdo B2B torna-se assim um aliado do remarketing: os anúncios levam o usuário a conteúdos úteis, enquanto os conteúdos ajudam a amadurecer a decisão.

Exemplos de mensagens de remarketing

Uma boa campanha de remarketing não utiliza o mesmo anúncio para todos. A mensagem deve mudar conforme o comportamento anterior.

Por exemplo:

  • quem leu um artigo introdutório pode receber um guia mais prático;
  • quem visitou uma página de serviço pode receber um estudo de caso;
  • quem viu uma página de preços pode receber um convite para falar com um consultor;
  • quem abandonou um carrinho pode receber um lembrete ou uma vantagem direcionada;
  • quem já comprou pode receber um conteúdo de fidelização;
  • quem baixou um recurso pode receber um follow-up coerente.

A mensagem deve parecer útil, não invasiva. A pergunta a fazer é: “Esta pessoa, após o que já fez, que informação poderia realmente achar útil agora?”.

Privacidade, consentimento e rastreamento

O remarketing trabalha com dados e comportamentos, portanto deve ser gerido com atenção. Não é apenas uma questão técnica, mas também legal e de reputação.

Para ativar campanhas de remarketing é preciso verificar:

  • quais tags ou pixels são instalados;
  • quais dados são coletados;
  • como é solicitado o consentimento;
  • quais informações estão presentes na política de privacidade;
  • quais plataformas recebem os dados;
  • quais configurações de personalização de anúncios estão ativas;
  • se as listas de clientes foram coletadas com bases corretas.

O Google destaca o papel do consentimento para remarketing e anúncios personalizados nas áreas sujeitas à sua EU User Consent Policy. Além disso, o Consent Mode permite que as tags do Google ajustem o comportamento conforme as escolhas de consentimento do usuário. A Meta, por sua vez, prevê condições específicas para o uso de Custom Audiences e dos dados carregados ou coletados via ferramentas empresariais.

Na prática, antes de pensar nos anúncios, é preciso checar se a coleta e o uso dos dados estão configurados corretamente.

Como medir uma campanha de remarketing

Uma campanha de remarketing não deve ser avaliada somente pelos cliques. Cliques são úteis, mas não bastam. É necessário entender se os usuários voltam ao site, completam uma ação, geram contatos, compram ou avançam no percurso.

Entre os dados a observar estão:

  • impressões;
  • frequência de exposição;
  • CTR;
  • custo por clique;
  • conversões;
  • custo por conversão;
  • ROAS, quando aplicável;
  • qualidade dos leads;
  • comparação entre diferentes públicos;
  • trajeto pós-clique no site.

A medição deve estar ligada aos KPI no marketing digital. Uma campanha pode ter bons números superficiais, mas trazer poucos resultados reais. Ou pode gerar menos cliques, mas contatos mais qualificados.

Erros a evitar no remarketing

O remarketing pode se tornar ineficaz ou incômodo se for mal gerenciado. Os erros mais comuns são:

  • mostrar o mesmo anúncio para todos;
  • não distinguir entre usuários frios e usuários mais interessados;
  • usar frequências muito altas;
  • não excluir quem já converteu;
  • não atualizar criativos e mensagens;
  • criar públicos muito pequenos ou muito genéricos;
  • não controlar consentimento e privacidade;
  • medir apenas os cliques;
  • não conectar remarketing e funil;
  • não ter landing pages coerentes com o anúncio.

O remarketing não deve ser uma perseguição contínua. Deve ser uma comunicação direcionada, proporcional e útil.

Checklist para ativar uma estratégia de remarketing

Antes de ativar uma campanha, você pode usar esta checklist:

  • você definiu o objetivo da campanha?
  • você identificou os públicos a alcançar?
  • você conectou os públicos às fases do funil?
  • você verificou tags, pixels ou ferramentas de rastreamento?
  • você conferiu consentimento, banner de cookies e política de privacidade?
  • você criou mensagens diferentes para segmentos diferentes?
  • excluíste os usuários que não precisam mais ver o anúncio?
  • definiste limites de frequência quando disponíveis?
  • definiste KPIs e conversões?
  • preparaste landing pages coerentes?
  • preveste testes e atualizações das criatividades?

Conclusão

As estratégias de remarketing são uma ferramenta poderosa para recuperar usuários interessados, fortalecer a relação com o público e melhorar a eficácia das campanhas publicitárias.
Funcionam porque não começam do zero: falam para pessoas que já interagiram com a marca.

Para obter resultados, porém, o remarketing deve ser projetado com método. São necessários segmentos claros, mensagens coerentes, objetivos mensuráveis, landing pages adequadas e atenção ao consentimento e à privacidade.

O melhor remarketing não é aquele que segue o usuário aonde quer que vá, mas aquele que o acompanha no momento certo com uma mensagem útil. Quando integrado com funis, conteúdos, geração de leads e medição, torna-se uma alavanca estratégica para transformar o interesse em relacionamento, contato ou compra.

FAQ sobre estratégias de remarketing

O que é remarketing?

O remarketing é uma estratégia publicitária que permite mostrar anúncios a pessoas que já interagiram com um site, um conteúdo, um produto, um serviço ou uma marca.

Qual é a diferença entre remarketing e retargeting?

Os dois termos são frequentemente usados como sinônimos. Em sentido mais estrito, o retargeting refere-se sobretudo a anúncios baseados em visitas ou ações online, enquanto o remarketing pode incluir também listas de clientes, CRM e e-mails.

O remarketing funciona para pequenas empresas?

Sim, pode funcionar também para pequenas empresas, especialmente quando usado com públicos bem definidos, orçamentos controlados e mensagens coerentes com a jornada do usuário.

É necessário consentimento para fazer remarketing?

Na maioria dos casos sim, especialmente quando são usados cookies, pixels, tags ou dados pessoais para anúncios personalizados. É importante verificar consentimento, políticas de privacidade e configurações das plataformas usadas.

Quais plataformas são usadas para remarketing?

As plataformas mais comuns são Google Ads e Meta Ads, mas o remarketing pode ser ativado também em outros ambientes publicitários, dependendo dos dados disponíveis e dos objetivos da campanha.

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