A empresa King.com, desenvolvedora do aplicativo de jogos “Candy Crush“, obteve o copyright da palavra “candy“: a decisão não está isenta de repercussões pesadas e polêmicas.
Chega dos Estados Unidos uma notícia bastante forte, destinada a gerar discussões não só no mundo dos jogos, mas também na vida quotidiana de muitas empresas.
A empresa “King.com“, empresa que saltou para a ribalta por ter lançado a famosíssima aplicação de jogo Candy Crush“, comprou todos os direitos sobre a palavra “Candy“.
A autoridade competente em matéria – o United States Patent and Trademark Office – após cerca de um ano de pedidos e negociações, chegou a expressar o seu consentimento, cedendo assim todos os direitos de utilização e o próprio copyright da palavra “candy” (em português “rebuçado“) à King.com.
Os cenários que se abrem agora são verdadeiramente múltiplos e, por certos aspetos, nada tranquilizadores para as partes interessadas: teoricamente, a empresa poderia proibir a utilização do termo “candy” a outras entidades produtivas ou exigir o pagamento de quantias pelo uso da própria palavra.
De facto, a King.com não perdeu tempo, pelo menos no que diz respeito ao seu setor de eleição e competência: apura-se, de facto, que os pedidos de remoção da palavra “Candy” do nome de outras aplicações já foram enviados aos respetivos desenvolvedores.
A quem trabalha no setor e recebeu o pedido não restará outra opção senão pagar ou iniciar procedimentos legais, pelo menos aparentemente em relação à situação atual que acabou de se criar, de uma forma, aliás, decididamente inédita em relação ao passado.
As reações não se fizeram esperar e o abalo foi decididamente forte, em relação a muitas outras realidades que operam no setor das aplicações de jogos.
Certamente parece muito estranho, para não dizer paradoxal, que uma palavra de uso tão comum seja “atribuída” em exclusividade a uma empresa.

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