Os amantes da Starbucks não poderão mais ter wifi grátis junto com uma xícara de cappuccino: a cadeia americana de restaurantes decidiu cortar a conexão gratuita, começando por alguns pontos de venda em Nova York.
Dizer Starbucks equivale a pensar em alguns momentos de confortável relax nos sofás da conhecida rede de locais todos dedicados a cappuccinos, cafeterias e doces. Embora não haja pontos de venda abertos na Itália, o nome é igualmente conhecido em nosso país pois – durante férias e viagens ao exterior – uma parada em um Starbucks é frequentemente a maneira de descansar, mas também de verificar e-mails e redes sociais via smartphone, notebook ou tablet.
O próprio wi-fi grátis, tão apreciado pelos clientes, pode estar em extinção: algumas das lojas mais conhecidas de Nova York decidiram não permitir mais a conexão gratuita nas mesas.
O motivo é simples: muitas pessoas fazem pedidos e ocupam as mesas por horas e horas para navegar, sem que isso, porém, influencie positivamente nas vendas. Não só: muitos clientes nos últimos meses reclamaram do fato de que está cada vez mais difícil encontrar lugar para consumir algo, justamente por causa da presença massiva de quem está nas mesas com o evidente propósito de usar o wi-fi grátis.
A decisão de não oferecer mais o wi-fi não foi totalmente repentina: em alguns pontos da rede já havia um cartaz convidando os clientes a socializar, evitando trazer dispositivos para a conexão.
Alan Hilowitz, porta-voz da Starbucks, explicou que essa medida foi tomada após solicitações dos próprios clientes que “nunca encontram lugares para sentar”.
Fim do hábito de transformar o sofá do Starbucks em escritório pessoal, fim das cabeças curvadas sobre as telas de tablets e smartphones, fim da conexão disponível gratuitamente em troca do pagamento de um café. Quanto essa decisão afetará as receitas da cadeia de alimentação? Quantos outros locais de Nova York e do mundo começarão a imitar a restrição?
Na Itália, por enquanto, a situação ainda não se apresentou nesses termos, nem fosse porque os locais públicos que oferecem conexão grátis em wi-fi ainda são poucos: um fenômeno, em suma, que aqui não teve ainda tempo de se enraizar e que já é potencialmente extirpado do outro lado do oceano.

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