O primeiro trimestre fiscal registra receitas recordes para a Apple, impulsionadas pelas compras de Natal. O próprio Steve Jobs fala sobre isso, antes de se afastar da empresa por motivos de saúde.
Apple comunica receitas record para o primeiro trimestre fiscal e o faz justamente no dia seguinte à notícia do afastamento de Steve Jobs da cena pública. A personificação do próprio brand Apple, sua face pública, informou que sua condição de saúde exige uma pausa.
Além da consideração sobre o aspecto humano da história – lembramos que Jobs luta há muito contra um câncer no pâncreas – é impossível separar o destino do homem daquele da empresa, tanto que – após a notícia – as ações da Apple tiveram uma queda evidente na bolsa.
Para reavivar o desempenho acionário chega nestas horas a comunicação relativa às receitas da Apple para o primeiro trimestre fiscal , o período que – para esclarecer – inclui também o período natalino.
É possível notar um decisivo aumento de +71% nas receitas, concretizados em 26,74 bilhões de dólares e 6 bilhões de lucros. Um resultado já extraordinário por si só, especialmente se comparado aos dados do mesmo período do ano passado: lucro líquido trimestral de 3,38 bilhões de dólares e faturamento de 15,68 bilhões de dólares.
Foi o próprio Steve Jobs quem comentou esses números recorde: “Tivemos um trimestre natalino fenomenal com vendas recordes de Macs, iPhones e iPads”. Sempre Jobs aproveita a oportunidade para falar do futuro, confirmando o próximo lançamento do iPhone 4 com Verizon, produto que indubitavelmente impulsionará ainda mais o dispositivo da casa Apple, especialmente no mercado americano. No futuro próximo da Apple surge ainda um novo horizonte de outras novidades, em projetos não revelados mas definidos como “muito estratégicos”.
Esses resultados extraordinários infelizmente se cruzam com a constatação que Jobs está mal e isso não tem dado espaço para que as ações da Apple cresçam como normalmente se esperaria diante de tais números.
O medo de quem investe na Apple é palpável: longe de Jobs, fim da Apple, ações despencando? O silogismo parece se insinuar nos índices da bolsa, porém é preciso monitorar o desempenho das ações após a divulgação dessas receitas recorde.

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