Todos os dias questionamos nossa privacidade, tanto online quanto offline. E muitos são os mitos que giram em torno desse tema, especialmente quando recebemos e-mails indesejados provenientes de sabe-se lá qual inscrição feita ao longo do tempo. O Google desmistifica uma série de mitos, explicando procedimentos e garantias de privacidade online aplicadas pela Mountain View.
O escritório de imprensa do Google propõe uma série de “afirmações tipo” que circulam na rede, dando respostas e explicações empresariais. Como se fosse um bate-papo, fazendo porém uma distinção clara entre o que é considerado “mito” e o que o Google define como “realidade”.
Fala-se de gestão de dados pessoais, de coleta de cookies id, de circulação de dados e de eventuais comunicações aos governos dos dados dos internautas.
Aqui está o que escreveu a respeito Marco Pancini, European Senior Policy Counsel:
“O tema da privacidade online é hoje cada vez mais debatido. Para nós, que somos uma empresa de engenheiros, privacidade e tecnologia são dois aspectos que caminham lado a lado. Gostaríamos de aproveitar a oportunidade para esclarecer um pouco o assunto e distinguir entre mito e realidade.
Mito: O Google sabe quem eu sou e sabe tudo sobre mim
Realidade: O Google tem o objetivo de criar serviços de valor, não de identificar seus usuários. As informações que coletamos têm unicamente esse propósito. Por exemplo, no momento em que você realiza uma busca sem ter realizado login com uma conta Google, as informações que armazenamos em nossos arquivos de log (como endereço IP, navegador e sistema operacional do seu computador, busca realizada, data e hora da busca, cookie id) não permitem identificá-lo pessoalmente mas servem para entender se os resultados fornecidos foram úteis.
Para proteger ainda mais a privacidade, apagamos uma parte dos endereços IP após 9 meses e anonimizamos os cookies após 18 meses. Apenas quem tem uma conta Google é associado a um nome,
mas é o nome que o usuário decidiu atribuir a ela.
Cada usuário registrado nos serviços do Google pode acessar todas as informações relacionadas à sua conta através do Google Dashboard (google.com/dashboard), uma solução tecnológica que é também a prova concreta da transparência para todos os nossos usuários.
Mito: O Google perfila a gente para fins publicitários
Realidade: O modelo de negócios do Google é baseado em publicidade, o que nos permite oferecer muitos dos nossos serviços gratuitamente. Também neste caso temos um objetivo claro: dar acesso a informações cada vez mais relevantes e úteis e ser recompensados com um clique. Desde 2009 introduzimos também um novo serviço: a publicidade baseada em interesses. Esta última não faz nenhuma segmentação dos usuários mas se ocupa de mostrar publicidade baseada nos interesses de navegação expressos através do navegador (que não identifica pessoalmente nenhum indivíduo, também porque o mesmo navegador pode ser usado por várias pessoas e a mesma pessoa pode usar vários navegadores).
A publicidade baseada em interesses não pode criar perfis porque não está associada a um nome e nem às buscas realizadas pelos usuários em nosso motor.
Não permite mostrar anúncios associados a categorias de natureza sensível, como preferências políticas, religiosas, sexuais ou informações de saúde. As categorias são determinadas apenas pela navegação em alguns sites, aqueles que mostram nossas publicidades através do programa AdSense.
Antes de lançar esse serviço, quisemos projetar soluções tecnológicas que garantissem transparência e liberdade de escolha aos nossos usuários.
A resposta é hoje dada pelo painel de controle que permite gerenciar as preferências de anúncios associadas ao próprio navegador (google.com/ads/preferences), adicionar ou remover categorias e realizar, se desejar, opt-out definitivo do serviço. Esse painel é acessível também através do link para o nosso Centro de Privacidade, colocado na página inicial do motor.
Mito: É difícil retomar posse das informações dadas ao Google
Realidade: O valor competitivo para empresas como a nossa vem da confiança dos usuários, que para o Google não significa aprisioná-los aos próprios serviços mas deixá-los no controle dos seus dados.
Iniciativas como Data Liberation Front (www.dataliberation.org) defendem o direito dos usuários de controlar as informações armazenadas nos diversos produtos e serviços Google. Isso permite, por exemplo, fechar uma conta Gmail e transferir seus contatos para outro provedor de email. Acreditamos que a concorrência estimula a inovação e queremos que quem escolher nossos serviços o faça porque eles respondem a necessidades.
Mito: O Google vende os dados dos seus usuários para empresas e os comunica aos governos
Realidade: Nunca cederemos a nenhuma empresa as informações pessoais que podem identificar nossos usuários, sem o seu consentimento explícito. Na página inicial do nosso motor está disponível um link de privacidade pelo qual se pode acessar todas as informações relativas à proteção dos dados pessoais e ler que o Google colabora com as instituições no combate ao crime cibernético, respondendo aos pedidos de informações que são formulados em conformidade com a lei.
Também neste caso nossa foi uma escolha de transparência que se concretizou em um site (google.com/governmentrequest) através do qual é possível obter informações relativas aos pedidos formulados ao Google pelos governos de todo o mundo.
Estamos conscientes da importância que o tema privacidade assumiu hoje no mundo online e é por isso que mantemos um diálogo aberto com todos vocês e com as autoridades responsáveis por proteger esse direito. Acreditamos que diálogo e tecnologia são as respostas para proteger a privacidade online e permitir ter pleno controle sobre as informações pessoais ao usar nossos serviços.”
Pubblicato in Ferramentas digitais
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